14/01/2012

Como Ajudar Um Animal Engasgado


Boa tarde, amigos.

Há alguns dias foi publicado no site da UOL este vídeo do Canal Pet Shop, com orientações da Médica Veterinária Elaine Pessuto, sobre como proceder quando um cão engasgar. Achei muito interessante e pode ajudar alguns donos a salvar seus cães numa situação de emergência, como essa. Por isso resolvi compartilhar com vocês.

Espero que vocês nunca precisem usar esta técnica, mas como conhecimento nunca é demais, vale a pena dar uma olhada e salvar o vídeo.

Um abraço,

Reginaldo.

23/12/2011

Agressão a animais: um indício de violência doméstica contra a família.



Amigos,

O Natal é uma boa época para reflexões. Pensar nAquele que veio para nos salvar, cujo aniversário se comemora nesta data, e nos conceitos de amor e respeito ao próximo (no sentido mais amplo da palavra, os outros seres vivos, como os animais) pode ser uma boa forma de revermos nossas atitudes e como nós os tratamos. Por isso quero lhes convidar para ler este profundo artigo sobre a violência contra animais e como ela pode ser um indício, também, de violência doméstica, publicado hoje no site da WSPA.

Um Feliz Natal a todos e suas famílias.

Reginaldo.



Nas últimas semanas, uma série de casos de crueldade e maus-tratos contra animais ganharam destaque na mídia e aumentaram no público o sentimento de indignação e impunidade.

No último dia 16/12, a situação no Brasil pareceu ter chegado ao limite após imagens chocantes de agressão contra um cão da raça Yorkshire por uma enfermeira na cidade de Formosa-GO caírem na rede e se espalharem rapidamente entre os meios de comunicação.

Desta vez, havia ainda outro fato agravante: uma criança de aproximadamente três anos de idade, filha da enfermeira, presenciava boa parte das agressões ao cão, que morreu após os ataques da própria dona.

A preocupação, neste caso, além do ato de crueldade extrema contra o animal, passou a recair também sobre a menor de idade. E não poderia ser diferente: estudos já realizados em diversos países comprovam que, nos lares onde há violência doméstica, o abuso e a violência contra animais de companhia costuma ser a primeira ação utilizada pelo agressor para exercer o controle sobre os outros membros da família.

Assim, a violência contra animais de estimação pode se mostrar um grande indício de possíveis maus-tratos, abuso infantil (físico e/ou sexual), ou abuso de idosos dentro de um lar. Segundo estatísticas da Humane Society International (HSI), 88% dos animais que vivem em famílias com violência doméstica, são abusados, violentados ou mortos. De todas as pessoas que fogem de casa devido a algum tipo de violência ou abuso doméstico, aproximadamente 60% tiveram um animal de estimação morto por seu agressor. Além disso, muitos são os casos comprovados de assassinos em série - ou “serial killers” - que iniciaram seus históricos de crimes hediondos agredindo animais de estimação.

Mas, infelizmente, no Brasil, a relação entre a violência doméstica de mulheres, crianças e idosos e a violência contra animais ainda é menosprezada por boa parte das autoridades policiais. O trabalho de “investigação” dos primeiros indícios de agressões contra animais pode e deve ser exercido por pessoas da convivência daquelas que possuem animais. Caso as suspeitas de crueldade ou negligência sejam confirmadas, deve- se denunciar o agressor o quanto antes. A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais), artigo 29 do Decreto 6514/2008 e pela Constituição Federal Brasileira de 1988.

Um papel importantíssimo nestes casos tem sido o do médico veterinário: muitos já estão aprendendo a procurar por sinais suspeitos nos animais de estimação, como o fato de nenhum animal atingir dois anos de idade em uma casa onde vivem muitos deles; ou, ainda, outros mais óbvios, como lesões que não condizem com a história contada pelo dono (as chamadas “lesões não-acidentais, como marcas de cigarro, fraturas recorrentes em um mesmo local, hematomas, etc.).

Lembrando que é preciso sempre seguir os princípios básicos da Guarda Responsável. Cuidar de um animal de estimação requer dedicação integral, paciência, tempo, dinheiro... Por isso, a decisão de adquirir um amiguinho deve ser bem pensada e aprovada por todos os membros da família. Os animais soltam pelo, latem, brincam e fazem travessuras, principalmente quando filhotes. É preciso socializá-lo durante a infância e educá-lo, seguindo as práticas corretas de manejo etológico para que haja uma boa convivência com as outras pessoas e animais, e em hipótese alguma utilizar a violência contra eles.

Este é um bom momento para repensarmos e discutirmos novas ferramentas para coibir as aquisições ou compras de animais por impulso, principalmente quando envolve pessoas despreparadas para cuidar corretamente de um ser vivo e senciente. Na Suíça, por exemplo, desde 2008, quem deseja adquirir um animal de estimação realiza um exame e passa por um teste prático, para saber se está apto físico e psicologicamente a cuidar de um animal de estimação – exigências estas que fazem parte de uma lei local de proteção aos animais.

Enquanto não contarmos no Brasil com a certeza da punibilidade dos agressores e da garantia de eficácia das leis vigentes para prevenir e punir maus-tratos devidamente, cabe você, antes de adquirir um animalzinho, pensar bem: estou mesmo preparado para cuidar de um animalzinho de estimação para o resto da vida?

*Rosangela Ribeiro (Gerente de Programas Veterinários WSPA)

04/12/2011

WSPA Lança Manual da Leishmaniose Visceral Canina



Amigos,

A WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) lançou um manual online sobre a Leishmaniose Visceral Canina, com dicas de prevenção, controle, diagnóstico e tratamento. Apesar de ser, a princípio, destinado aos médicos veterinários, este manual também contém informações úteis para os leigos, que permite que todos conheçam melhor a doença. Vocês podem acessá-lo neste endereço:  http://issuu.com/wspa_brasil/docs/manual-leishmaniose-wspa-brasil-2011_issu#download 

Aproveito para sugerir a vocês a leitura de um artigo da ARCA Brasil, que já havia reproduzido aqui no blog, sobre a Leishmaniose e o extermínio de cães no Brasil, injustamente, por falta de informação e de uma política errada do governo com relação a ela, que vocês encontram aqui.

Um abraço e bom domingo,

Reginaldo.

27/11/2011

Abrigos de Cães e Gatos Serão Cadastrados Pela SEPDA do Rio de Janeiro


Amigos,

Estou divulgando esta ótima notícia para os protetores de animais do Rio de Janeiro, conforme foi divulgado no Jornal O Globo esta semana. Mesmo quem não for protetor ou fizer parte de ONGs de proteção animal, poderá ajudá-los divulgado-a.

Um abraço,

Reginaldo.


Abrigos de Cães e Gatos Serão Cadastrados Pela SEPDA do Rio de Janeiro


Uma boa notícia para os protetores e diretores de ONGs: a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais está cadastrando os abrigos de cães e gatos do município do Rio de Janeiro e vai passar a oferecer a estas instituições transporte para a realização de cirurgias de esterilização de animais no Centro Cirúrgico mais próximo do abrigo. É possível obter mais informações pelos telefones 3402-0388 ou 2273-2816. Ou pelo e-mail sepda@pcrj.rj.gov.br. 

A Sepda informa que o responsável pelo abrigo deverá preencher um formulário e entregar no Centro de Proteção Animal, na Fazenda Modelo (Estrada da Matriz4445, em Guaratiba) ou na representação da Sepda na prefeitura ( Rua Afonso Cavalcanti, 455/ sala 348 Cidade Nova).

Fonte:
http://oglobo.globo.com/blogs/rio/posts/2011/11/24/abrigos-de-caes-gatos-serao-cadastrados-418337.asp 

21/11/2011

Animais da população carente terão atendimento veterinário gratuito no Rio de Janeiro


Amigos,

Estou divulgando esta notícia muito útil para as pessoas carentes e que pode ser muito boa se o governador Sérgio Cabral sancionar esta lei e se for colocada em prática como pretendido pelo seu autor.

Animais da população carente terão atendimento veterinário gratuito.

O Estado prestará atendimento veterinário gratuito a animais de famílias que tenham renda de até três salários mínimos. A iniciativa está prevista no projeto de lei 13-A/11, que cria no Rio de Janeiro o Programa de Atendimento Veterinário Gratuito aos Animais Domésticos da População Carente.
Aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira, em segunda discussão, ele será agora submetido ao governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias para vetar ou sancionar o texto.

"Queremos garantir o tratamento adequado dos animais de uma parcela da sociedade que não tem como arcar com esse tipo de serviço. O projeto quer que o Estado garanta um atendimento que será, inclusive, uma importante ferramenta de Saúde Pública", diz o autor do projeto, deputado Luiz Martins (PDT).

O texto encarrega a secretaria de Defesa Civil da implantação do programa, que incluirá consultas e cirurgias. Para isso, o Estado fica autorizado a celebrar convênios e parcerias com entidades de proteção animal, universidades, estabelecimentos veterinários, empresas públicas e privadas e entidades de classe.

Fonte:

Coprofagia – O Hábito dos Cães Comerem Fezes




A coprofagia é o hábito que alguns cães têm de comer fezes. Por mais que seja desagradável para os donos, pois é natural para os humanos achar nojento, para eles é relativamente comum. Isso porque as fezes ainda apresentam nutrientes que podem ser aproveitados como alimento e, dependendo da sua composição, podem deixá-las saborosas e atrativas. Alguns cães também podem comer fezes devido a problemas orgânicos, por brincadeira, ou ainda comportamentais, geralmente provocados pelos donos.

Alguns cães podem comer fezes de outros animais por ainda apresentarem uma grande quantidade de proteínas, o que as torna mais “cheirosas” e atraentes para eles. É o que ocorre, por exemplo, com fezes de gatos. Por eles precisarem de uma ração mais rica em proteínas suas fezes têm um cheiro mais marcante. O mesmo pode acontecer com cães que comem suas próprias fezes por não conseguirem absorver bem a proteína da sua ração ou por consumirem uma ração com um teor protéico maior do que necessitam. Por isso é necessário que cães que apresentam este tipo de problema passem por uma avaliação com seu veterinário. A consulta com o veterinário também se torna fundamental porque outras duas possíveis causas para um cão comer fezes são uma deficiência nutricional ou verminoses. Se o cão não apresentar problemas orgânicos ou nutricionais, o uso de produtos anti-coprofágicos, ministrados a ele e que deixam as fezes com um sabor desagradável ou a aplicação de alguns produtos repelentes diretamente sobre as fezes pode ser suficiente para resolver o problema, se este não tiver uma causa comportamental.
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Cães que não possuem brinquedos ou que não são estimulados a brincar com os que são oferecidos pelos donos podem brincar com as fezes como forma de se ocupar e acabar comendo parte delas. Se o cão fica confinado em um espaço muito pequeno próximo às fezes ou se fica muito tempo sozinho a chance disso acontecer aumenta muito. Assim, o ideal é que os donos ofereçam brinquedos aos cães e os estimulem a brincar com eles, dando-lhe atenção e brincando com eles sempre que se interessarem por eles. Também se deve procurar evitar que o local onde o cão faz as necessidades seja próximo ao onde ele se alimenta e descansa.

Muitos cães desenvolvem a coprofagia devido a problemas de comportamento como ansiedade, por ficar muito tempo sozinhos ou por causa de broncas.  Assim, procure aumentar a atividade física do seu cão com brincadeiras e passeios. Se precisar deixá-lo muito tempo sozinho, evite aumentar sua ansiedade devido à sua ausência não se despedindo dele e nem falando com ele logo que chegar, enquanto ele ainda estiver excitado com a sua volta. Procure também premiá-lo com atenção quando ele tomar a iniciativa de brincar sozinho. Evite dar broncas se ele evacuar fora do local correto. Neste caso ele pode passar a comer as fezes para escondê-las de você e não levar bronca. Alguns cães muito carentes ou que tem pouca atenção do dono podem fazê-lo também exatamente porque a bronca é uma forma de obterem atenção. Como uma das formas de os cães aprenderem é por observação e imitação, evite limpar as fezes na frente deles, pois, para lhe imitar, eles podem comê-las para se livrar delas.

Algumas raças, como Lhasa-Apso e Shih-Tzu, tem uma propensão genética para a coprofagia.

09/10/2011

Preparando o Cão Para a Chegada do Bebê


Amigos,

Um momento delicado da vida de um cão é o da chegada de um novo membro à família, seja um novo animal (outro cão ou um gato) ou um bebê. Em ambos os casos a tendência é que o cão (cães) que já faz parte da família perca parte da atenção que tinha, inclusive pela necessidade dos donos terem que dividir seu tempo entre ele e o novo membro. Esta necessidade se torna muito maior com a chegada de um bebê.

Esta redução da atenção dos donos e, muitas vezes, a redução do espaço físico que o cão tem disponível acarreta sofrimento a ele. Isto ocorre tanto por o cão perder o que é mais importante na vida para ele, que é a atenção dos donos, como por ficar inseguro quanto à sua posição na matilha, inclusive, podendo temer ser expulso dela, pois ele depende do seu grupo para sobreviver, o que também pode deixá-lo muito ansioso, acarretando problemas de comportamento. Apenas para citar um exemplo, o cão pode passar a fazer coisas desagradáveis para chamar a atenção dos donos, como latir, pegar e destruir objetos que ele não costumava pegar e até urinar em lugares onde não deveria (mesmo já tendo aprendido a fazer as necessidades no lugar certo), pois, para ele, mesmo as broncas que pode levar nessas situações podem servir como atenção.

Assim, para evitar o sofrimento do cão e estes possíveis problemas de comportamento, ele deve começar a ser preparado para perder parte da atenção que tem antes da chegada do novo animal ou do bebê para não associá-la a ele e, assim, não desenvolver ciúmes e aprender a não gostar dele. 

A melhor forma de fazer isso é de modo gradual, pois mudanças repentinas na rotina de um cão tendem a deixá-lo mais estressado (inclusive já falei sobre isso quando escrevi aqui sobre a volta do dono ao trabalho depois das férias). Comece a reduzir um pouco a atenção dada ao seu cão, não atendendo-o sempre ou de imediato (o que é importante, inclusive, para a conquista da liderança da matilha), para começar a acostumá-lo a pequenas frustrações e a entender que você não poderá atendê-lo sempre ou na hora que ele quiser. Comece a reduzir também, caso seja necessário, o espaço destinado a ele. Por exemplo, em geral, o casal coloca o berço do bebê no seu quarto. Se o seu cão está habituado a entrar nele e passar a ser proibido de fazê-lo após a chegada do bebê, ele vai associar a proibição a ele e isso será um motivo para não gostar dele. Por isso, passe a proibir a entrada do seu cão nele antes do nascimento.

Uma outra coisa importante que deve ser feita são associações agradáveis para o cão com a presença do bebê. Quando o bebê estiver perto dele, procurem dar bastante atenção para o seu cão, brinquem com ele, dêem carinho e petiscos. A própria pessoa pode fazer isso ou dividir esta tarefa com outra, o que é mais fácil. O importante é que o cão aprenda que é bom ter o bebê por perto. Já, se vocês derem atenção ao seu cão apenas na ausência do bebê, ele vai entender que a presença dele não é legal. O raciocínio que seu cão fará é simples: “quando aquele “cachorrinho novo” está perto eu perco atenção; quando ele está longe eu ganho. Por isso é ruim quando ele está perto e legal é quando ele está longe. Então eu não gosto dele!” O ideal, inclusive, é vocês começarem a agradar muito o seu cão assim que o bebê começar a se aproximar. Citando um exemplo concreto, como eu faço com meus clientes, foi assim que eu e minha irmã fizemos quando ela veio visitar a mim e às nossas cadelas quando ela veio aqui em casa a primeira vez com minha sobrinha recém-nascida e fazemos sempre. O resultado é que, das minhas cinco peludas, três ficam extremamente interessadas nela, querendo interagir (uma delas, inclusive, já está se tornando a “babá” peluda dela) e as outras duas mais reservadas ficam tranqüilas, sem demonstrar ciúmes.

Para finalizar, gostaria que vocês pensassem que a chegada de um bebê não deve significar que vocês têm que se livrar do seu cão ou outro pet. Um animal saudável, para o que bastam cuidados básicos com a saúde dele e visitas periódicas ao veterinário, pode conviver perfeitamente com um bebê, desde que tomados esses cuidados para que eles interajam de forma saudável. Vocês vão acabar curtindo muito e dando boas risadas vendo seu bebê humano brincando com suas crianças peludas.

Um abraço e boa semana a todos.

Reginaldo.